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06/11/2009 12.10.48



MIGRANTE É PESSOA HUMANA E TEM DIREITOS INALIENÁVEIS






Atenas, 06 nov (RV) - Está em andamento na capital grega o III Fórum Mundial “Migrações e Desenvolvimento”, que reflete sobre o modo de integrar as políticas de migração nas estratégias de desenvolvimento.

O representante da Santa Sé no encontro é o secretário do Pontifício Conselho para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes, Dom Agostino Marchetto. Ele fez a sua palestra na última quarta-feira.

O conceito primário a se considerar – como frisou Dom Marchetto – é o do migrante como pessoa humana, que enquanto tal, possui direitos inalienáveis que devem ser respeitados por todos e em toda situação.

“Isso requer medidas específicas, tais como a necessidade de proteger a sua dignidade e de políticas que enfrentem as causas da migração, para que ninguém se veja obrigado a abandonar seu próprio país” - indicou.

“Ademais, acrescentou, é necessário propiciar aos que oferecem uma contribuição válida e regular à nossa sociedade um contexto capaz de lutar contra as atitudes de discriminação, de intolerância e de xenofobia, que por vezes têm como pretexto motivos religiosos ou étnicos”.

Dom Marchetto destacou que em sua última encíclica, o papa “faz um constante chamado à solidariedade, particularmente urgente no âmbito da mobilidade”.

“A degradação humana e social influi não apenas de forma grave na vida dos trabalhadores, mas também em suas relações familiares, no grupo social que os acolhe e do qual provêm e no crescimento econômico de ambos, já que os custos humanos repercutem nos econômicos” - explicou.

Para a Santa Sé, é preciso aproximar-se destes problemas pelo princípio da subsidiariedade, ou seja, envolver todos os atores implicados, reconhecendo a justa autonomia de comunidades da diáspora, associações de migrantes, famílias, etc.

Finalizando seu pronunciamento, o arcebispo afirmou que “a integração se realiza plenamente quando a troca entre imigrantes e a população local não se limita apenas ao âmbito econômico-social, mas na recíproca disponibilidade e acolhida inclui também o aspecto cultural”.
(CM)


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