06/11/2009 15.27.05



Lançado plano de acção mundial para combater a pneumonia


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(6/11/2009) A Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a infância (UNICEF) lançaram um plano de acção mundial para combater a pneumonia, com o objectivo de salvar 5,3 milhões de vidas até 2015. Se não se fizer nada, a pneumonia continuará matar todos os anos 1,8 milhões de crianças com menos de cinco anos, ou seja 20% dos nove milhões com menos de cinco anos que morrem anualmente no mundo, advertiram a OMS e a UNICEF, que querem ajudar aos países mais pobres a reforçar a sua política de prevenção, protecção e tratamento da doença. A pneumonia vitima anualmente 1,8 milhões dos 155 milhões de crianças com menos de cinco anos que contraem a doença. Mais do que o VIH/sida, o paludismo e o sarampo juntos. Representa 17% a 20% de todas as mortes entre os mais novos, havendo países onde a situação é extrema: no Afeganistão e em Angola, a doença é responsável por 32,7% e 30% da mortalidade até aos cinco anos. Sabe-se ainda que 98% das mortes por pneumonia ocorrem em 68 países em desenvolvimento. Isto numa doença que é possível prevenir com vacinação e melhores nutrição e condições ambientais. E que se pode tratar a muito baixo custo. Pouco mais de 400 milhões de euros bastariam para tratar todas as crianças atingidas, dos quais 135 milhões seriam suficientes para tratamentos no Sul da Ásia e na África Subsaariana, que reúnem 85% das mortes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prevenção e o tratamento eficazes salvariam mais de um milhão de crianças por ano e só o tratamento adequado - a que menos de 20% dos doentes têm acesso - evitaria 600 mil mortes. Perante estes números, a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) resolveram relançar o plano de acção mundial contra a pneumonia, criado em 2007. Para lá da vacinação e do tratamento de milhões de crianças, o programa pretende actuar sobre factores de risco - a prevenção do baixo peso à nascença, o incentivo a uma alimentação geradora de defesas naturais (que passa pela amamentação exclusiva até aos seis meses) e a luta contra a poluição do ar das habitações (fornecendo fornos limpos, uma vez que um dos factores de risco é o uso de biomassa - madeira ou esterco - para fogueiras).
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